quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Anatomia Fisiológica dos Orgãos Sexuais Femininas



A reprodução começa com o desenvolvimento dos óvulos nos ovários. No meio de cada ciclo sexual mensal, um único óvulo é expelido de um folículo ovariano para a cavidade abdominal próxima das aberturas fimbriadas das duas trompas de falópio. Este óvulo então atravessa uma das trompas de falópio até o útero; se tiver sido fertilizado por um espermatozóide, o óvulo implanta-se no útero, onde se desenvolve em um feto, uma placenta e membranas fetais e, por fim, em um bebê.
Durante a vida fetal, a superfície externa do ovário está coberta por um epitélio germinativo, que embriologicamente é derivado do epitélio das cristas germinativas. Á medida que o feto feminino se desenvolve, óvulos primordiais diferenciam-se do seu epitélio germinativo e migram para a substância do córtex ovariano. Cada óvulo então reúne em torno de si uma camada de células fusiformes do estroma ovariano (o tecido de suporte do ovário), fazendo com que elas adquiram características epitelióides; são então as chamadas células granulosas. O óvulo circundado por uma única camada de células granulosas é denominado folículo primordial. Neste estágio, o óvulo em si é ainda imaturo, e é preciso que ocorram mais duas divisões celulares antes que ele possa ser fertilizado por um espermatozóide. Neste ponto, o óvulo é denominado oócito primário.
Durante todos os anos reprodutivos da vida adulta, entre mais ou menos 13 a 46 anos de idade, 400 a 500 folículos primordiais desenvolvem-se o bastante para expelir seus óvulos-um por mês; o restante degenera-se (tornam-se atréticos). Ao final da capacidade reprodutora (na menopausa), apenas uns poucos folículos primordiais permanecem nos ovários, e mesmo estes se degeneram em pouco tempo. 

Referência Bibliográfica: Tratado de Fisiologia Médica, Guyton e Hall, Tradução da 11º edição. (Cáp 81 página 1011).